sexta-feira, 23 de março de 2012

O Preço do Discipulado

Quando falamos em "preço", sabemos que se trata de um valor, um custo, uma quantidade a ser paga. Já o "discipulado" implica em aprendizado! Precisamos compreender que o discipulado requer um investimento do discípulo. Existe um preço para que se possa alcançar um aprendizado efetivo no reino de Deus. Existe um custo em ser discípulo do maior mestre de todos os tempos: Jesus Cristo! 

Em Lucas 9: 57-62, encontramos três pontos interessantes acerca do preço de um discipulado genuíno, vejamos:


Quando andavam pelo caminho, um homem lhe disse: "Eu te seguirei por onde quer que fores".
Jesus respondeu: "As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça".



A outro disse: "Siga-me". Mas o homem respondeu: "Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai". Jesus lhe disse: "Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos; você, porém, vá e proclame o Reino de Deus".


Ainda outro disse: "Vou seguir-te, Senhor, mas deixa-me primeiro voltar e me despedir da minha família". Jesus respondeu: "Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus". 



Cada verso nos reporta ao preço, ao custo, aos valores básicos que deverão ser investidos em um discipulado. Vejamos separadamente cada um deles:

1- O preço da "Instabilidade Física" - Quando o primeiro homem que se aproximou de Jesus expressou seu desejo de segui-lo, deixou exposta também sua disposição de segui-lo por qualquer lugar que Jesus fosse. Sendo assim, a resposta do Senhor revela que muito além de ir de um lugar para o outro, não havia a estabilidade de um lugar próprio. Jesus inicia o possível discipulado propondo a certeza de não ter lugar algum para "reclinar a cabeça". Mais difícil que compreender a realidade de João 3:8  (o vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito), era seguir alguém que não oferecia ou garantia um espaço físico seguro. 

A primeira lição do discipulado daquele homem, e também a lição que deve fazer parte do nosso aprendizado era:  Não basta estar disposto a mudar de lugar quantas vezes seja necessário, é preciso estar disposto a não ter um lugar algum! 

2- O preço de "Não enterrar os mortos" - Através do segundo homem, podemos reconhecer o propósito primordial do discipulado: A proclamação o reino de Deus! Jesus não condenou o sepultamento dos mortos, mas estava ensinando uma lição muito preciosa para todos quanto desejam segui-lo: Onde deve estar nosso investimento, nossos esforços! 

Sepultar o pai naquele momento iria esvair uma força, um esforço, um preço que iria desqualificá-lo como anunciador do reino, que iria fazê-lo falhar em sua missão. Como seguidores, como discípulos de Jesus, devemos atentar para esta coordenada do mestre: deixar os mortos enterrar os mortos! Onde temos investido os diversos recursos que temos? Onde temos despendido nossos esforços? 

Nosso maior investimento, nossos esforços, devem estar centralizados no propósito de Deus. Assim como enterrar o pai iria desfocar o rapaz, e investir e nos esforçar em "coisas mortas", irá nos desviar do plano, da missão do Senhor para nós! Precisamos deixar que aquilo que morreu seja enterrado por si só, e não despender nossas forças e habilidades buscando algo, um tempo que vivemos, ou até mesmo, pessoas que foram afastadas de nós por um motivo qualquer. 

Aceitar que algumas "coisas", ainda que tão importantes, agora fazem parte de um passado que deve ser deixado para trás, nos permitirá seguir em frente. Por mais dolorido que seja, precisamos virar a página e partir para o novo desafio, o cumprimento  do propósito pelo qual nos submetemos ao aprendizado: o estabelecimento do Reino de Deus!

3- O preço do "Desapego"- Desapego implica em desprendimento. A terceira pessoa que ansiava tornar-se um discípulo de Jesus, desejava também ter um pouco mais de tempo, uma ultima oportunidade de estar com seus familiares, com aqueles que lhes eram precisos. 

O coração desta terceira pessoa se revela divido entre o desejo de seguir ao mestre e fazer sua vontade, e o apego (ligação, agarramento, afeição, estar cativado) ao que era familiar, precioso. 

Uma das lições mais difíceis para alguns de nós será justamente esta:  O desapego (desprender, desgrudar, largar e até ser indiferente)! Deixar para trás o que morreu, desprender do que não existe mais, por mais doloroso que seja,  ainda é mais fácil. Porém, desprender, soltar, ser indiferente com aquilo que é precioso e ainda existe, requer renúncia, determinação e uma convicção inabalável que muito mais do que foi deixado para trás, nos será acrescentado adiante! 


As palavras com as quais Jesus encerra o assunto são duras, mas revelam uma grande realidade: "Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus". 
Enquanto não estivermos dispostos, prontos a pagar o preço tão elevado do discipulado, não estamos aptos (capazes, habilitados) para o Reino, para cumprir os propósitos! 




É humano e natural almejarmos estabilidade, um lugar, um espaço que é nosso.  Mas, ser discípulo é ter a certeza, a garantia de estar sempre ao lado do mestre, ainda que aparentemente, não se tenha lugar algum para repousar a cabeça, recursos para atingir os alvos, espaço para executar os projetos. 


Jesus nos prometeu preparar um "lugar"(João 14:2,3), e Deus tem lugares para ocuparmos na terra também, porém, nosso único espaço garantido, não está aqui, mas em nossa pátria celestial, no céu! E é por este motivo que devemos nos alegrar!



Podemos chorar, lamentar, expressar a dor de tantas perdas que temos pelo caminho, mas não podemos deixar que a dor nos paralise. Não podemos investir nossos esforços, despender nossas forças naquilo que Deus designou como parte do nosso passado! Nossas energias e  habilidades devem estar focadas em cumprir o propósito, a vontade de Deus para nós no tempo que se chama HOJE! Viver investindo no passado implica em débitos, dívidas com o futuro! 

É imprescindível que creiamos, que por mais belo e precioso que seja aquilo que tenhamos deixado para trás, não  poderá ser comparado com aquilo que Deus nos dará se seguirmos em frente! Devemos aprender a arte do desprendimento, pois este é o componente principal de um aprendizado efetivo! O desapego se torna menos doloroso enfrentado na perspectiva desta promessa:

"Em verdade vos digo que não há ninguém que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher ou filhos, ou terras, por causa de mim e do evangelho, que não receba cem vezes mais agora neste tempo… e no século vindouro a vida eterna" (Mar. 10:28-30).

Se desejamos ser aptos para o reino, devemos estar convictos desta verdade! Foi por existir um alto preço há ser pago que o chamado de Jesus era para quem quisesse segui-lo. As palavras dEle eram bastante esclarecedoras, e gostaria de encerrar com elas:


Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará. Marcos 8:34-35 



O perder na perspectiva do Reino sempre resulta em bons resultados, em um lucro permanente! Quando estamos dispostos a perder nossas vidas, estamos aptos ao reino, preparados para pagar o preço do discipulado!


Buscando estar apta para o Reino, Juliana!


sábado, 3 de março de 2012

A visão correta do amor e da correção de Deus



Porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho 
Hebreus 12:6 

Todos gostamos de ouvir acerca do amor de Deus, da escolha dEle em nos tornar seus filhos e herdeiros, a segurança de termos um pastor cuja fidelidade dura para sempre e por isso, nada nos faltará, pois Ele nos ama! Relacionamos tudo que somos e temos de bom ao fato de que o Senhor nos amou de tal maneira, que entregou seu único filho para que não mais perecêssemos. 

 Sendo assim, o amor de Deus nos isenta de perecer, sofrer, sucumbir diante da dificuldades da vida, certo? Errado! Jesus foi entregue por nós para que não viéssemos a perecer em uma eternidade sem o Criador, mas isso não nos isenta das aflições deste mundo, pois Ele mesmo nos deixou claro em João 16:33: “No mundo tereis aflições, mas tenham bom ânimo, Eu venci o mundo”. 


Percebemos então, a necessidade de um ajuste quanto a visão do amor e da correção do Senhor. Conforme o texto acima, o Senhor nos corrige porque nos ama, e açoita aquele que recebe como filho. Imagino que temos muita resistência a ideia de um Deus açoitador, que nos corrige quando erramos. Mas, se obtivermos a ótica correta da correção e do amor do Senhor, será libertador e encorajador enfrentar a correção acerca de nossos comportamentos, atitudes, pensamentos e sentimentos errados. 

Algumas coisas que precisamos discernir sobre o amor e a correção de Deus: 

1- A correção acontece porque o amor existe: Deus não nos corrige por falta, mas pela existência de seu amor por nós, a correção é uma das provas do amor do Pai. Se estamos sendo corrigidos, é porque Ele nos ama e deseja nos conduzir de modo que possamos viver os propósitos dEle. 

2- A correção, os açoites, são a prova de um Deus zeloso, um Pai presente na educação de seus filhos. Quando nos corrige ou açoita, está vislumbrando uma mudança de atitude, ou qualquer coisa que precisa ser corrigida, para que possamos experimentar o melhor que Ele tem reservado para nós, para que possamos usufruir de sua herança. 

Hebreus 12: 7-8, ainda revelam algumas condições para a legitimidade dos filhos de Deus, veja: 

Se suportais a correção, Deus voz trata como filhos; Mas se estais sem disciplina, da qual todos são participantes, sois bastardos e não filhos. 

Existem dois fatores merecedores de atenção: O primeiro é que se suportamos a correção, somos tratados como filho. O outro, é que enquanto filhos, todos seremos participantes da disciplina, mas, se a recusarmos e decidirmos não participar dela, somos bastardos e não filhos. 

A legitimidade de nossa filiação celestial está em aceitarmos e suportarmos a correção! 

A realidade é que as correções não se apresentam como motivo de alegria, mas de tristeza, como está escrito nos versos seguintes. Porém, produzem bons frutos, resultados, para quem se permite ser moldado por elas. 

Por mais dolorosa que seja a correção do Senhor, por mais tristes que possamos ficar, precisamos aceitar e suportar a correção, e há algo ainda essencial: Não desmaiar (perder os sentidos, a cor, sentir-se mal) diante da repreensão de Deus! Veja também o que está escrito em Hebreus 12:5 sobre desprezar a correção e desmaiar diante da repreensão: 

E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido; 

Devemos estar atentos para não desprezar a correção, mas também, para não desmaiar quando formos repreendidos pelo Senhor. As vezes, percebemos a correção batendo à porta do nosso coração, e como a bíblia diz, não temos alegria ao inicio, pois ainda não entendemos qual será o fim de todo processo de correção, de poda do Senhor. Não acreditamos que Deus nos corrige porque nos ama, e limpa a árvore que deseja fazer frutificar mais ainda. Sendo assim, nos deixamos vencer pela tristeza de sermos podados, corrigidos, castigados, por sermos privados de alguma coisa devido ao nosso comportamento errado. 

O período de correção é perigoso pois nele somos tentados a desfalecer, a desmaiar. A repreensão não tem o propósito de nos fazer desmaiar, por isso Deus nos alerta para não desmaiarmos, não perdermos os “sentidos” ou a “cor”. Imagino que quando desmaiamos na fé, nossos sentidos espirituais são afetados assim como os físicos, quando nosso organismo enfrenta um estresse rígido. 

O desmaio espiritual pode implicar a perda do nosso sentido de propósito: perdemos o foco da vontade do Senhor para nós, nossa visão de Deus e nossa identidade são distorcidas, deixamos de ouvir ao Senhor, de enxergar na perspectiva dEle, e passamos a falar palavras que não deveríamos (murmurar, caluniar,praguejar). 
Podemos também perder a “cor”, ou seja, perder a motivação, a alegria, a expectativa e até a certeza de que Deus é bom, nos ama e cuida de nós! A visão acerca de nossa existência, do chamado, da eternidade se tornem cinzentas, escuras e sem vida! Nos sentimos mal, desconfortáveis e desesperançados. 

Os desmaios durante a correção à qual somos submetidos podem ser fatais em nossa caminhada. Se não compreendermos o objetivo da correção (que possamos frutificar ainda mais) e perceber que ela é a prova do amor de Deus, podemos acreditar na mentira mais antiga da história da humanidade: Que Deus não ama, não se importa e não cuida dos seus!

Devemos estar convictos de duas verdades quando exposto às correções: 

A primeira: Todos os filhos são participantes da correção, e ela é a prova de que somos amados por Deus. A boa obra estará sendo completada dia após dia, ninguém ficará isento, todos estamos em obras! (Fl 1:6)

Segunda verdade: O processo da correção possui três etapas: Aceitar (não desprezar), suportar (participar da disciplina) e Não desmaiar (não perder os sentidos e a cor, não nos sentirmos mal), mas em cada uma delas, a graça do Senhor está sempre presente! 

Durante as etapas das correções que enfrentamos, devemos nos lembrar de um verso muito preciso da palavra de Deus, Romanos 8:28:

E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

Amamos ao Senhor porque Ele nos amou primeiro, fomos chamados segundo o Seu propósito! Os pensamentos dEle são mais elevados, e em Seu amor que dura para sempre, faz com que todas as coisas contribuam para o bem que desejamos experimentar!



Buscando a visão correta do amor e da correção do Pai, Juliana!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Escolhido e Nomeado Para Frutificar


Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda. João 15:16 


Preciso expressar minha admiração ao Senhor, pela habilidade de nos tocar profundamente por meio de sua palavra. Poética, inteligente, mas também cortante como uma faca de dois gumes, doce ao paladar a Palavra de Deus. 


Fico maravilhada pela maneira como Deus deixou em sua palavra detalhes e segredos a serem desvendados, como podemos extrair lições valiosas se atentarmos minuciosamente à palavra. 



O verso de João 15 exemplifica minhas pontuações acima. Se não formos minuciosos, não enxergaremos que existem duas palavras confirmando um só propósito. Deus diz que fomos escolhidos e nomeados para que pudéssemos dar fruto! 

Aparentemente escolher e nomear tem a mesma função, mas, olhando no significado das palavras, percebemos uma grande diferença. Veja: 

Escolhido = selecionado, eleito, preferido. Ou seja, Deus nos selecionou entre muitos, preferiu por nós, nos elegeu. Quando há uma oportunidade de escolher, significa que existem opções, e entre as opções que Deus possuía, ele preferiu que fôssemos eu e você! 

Nomeado = designado, indicado para um cargo. Ao nos nomear, Ele nos qualificou para ocupar um cargo, um lugar! Ele escolheu por nós e então nos indicou, nos designou para uma função: Produzir Frutos! 

Muitas vezes somos enganados, ou, como a própria Bíblia expressa, somos atraídos e engodados pela nossas concupiscências. Acreditamos que sermos escolhidos implicará ocupar grandes lugares desejados pelo coração humano, alcançaremos posições, poder, influencia e seremos melhores por isso. Associamos o frutificar, ter sucesso, a uma posição ou um lugar que ocupamos. Não poderíamos estar mais longe da realidade do Senhor. 

Apesar do verso expressar que aquele que foi escolhido, é nomeado, ou seja, designado para um cargo afim de que produza fruto, frutificar não depende da pessoa escolhida ou nomeada, mas dAquele que escolheu e fez a indicação para o cargo. 

Vivemos tempos em que a mentalidade mundana conseguiu disseminar muitos dos seus princípios dentro da Igreja, princípios que tem sido norteadores de muitas condutas eclesiásticas. Mas precisamos trazer à memória as linhas norteadoras do Reino de Deus: A Palavra! 

Nunca foi tão urgente despertar a Igreja para o conhecer a o praticar da Palavra do Senhor. Precisamos nos lembrar das sábias palavras de Jesus, quando seus discípulos disputavam acerca de quem era o maior entre eles: Se alguém quiser ser o primeiro, será o ultimo e servo de todos. 


Esse texto, em Marcos 7:33-35, revela a pedra de tropeço de quase toda, senão, de toda humanidade: a necessidade reconhecido, de ser o maior ou supor que pode fazer algo por si mesmo. A velha e conhecida “mania de grandeza” do homem. 

Muitos líderes preferem não confrontar quando se deparam com esta fraqueza nas igrejas, mas Jesus, enfrentou a razão com seriedade: Ele chamou, questionou, e assentando-se (parando para ouvir o que eles não disseram , conhecer o que estava no coração, tratar e corrigir o comportamento) confrontou acerca do erro e lhes deu a instrução de qual sentimento e atitude eram corretos. 

Quando entendemos que ser escolhido e nomeado para frutificar implica ser ramo ligado à videira, percebemos que Deus não nos designou para sermos músicos, mestres, intercessores, pregadores, evangelistas ou qualquer outro cargo em si, Ele nos chamou para sermos ramos, para estarmos e permanecermos nEle. 

O propósito é frutificar, para isso o Senhor te escolheu,  mas o cargo, o lugar em que devemos estar, é aos pés de Jesus, nos braços do Pai. Não há nada que possamos fazer sem o Senhor ou distantes do dEle. Se consideramos necessários os títulos e posições, estamos sujeitos  a nos mover sem Deus, podemos até produzir algo, mas certamente não serão frutos permanentes, pois só permanece o que procede do Senhor, e não de nós mesmos!

Deus não nos escolheu e nomeou para um cargo, um título que até mesmo nos roube de Sua presença. Ele nos chamou para prosseguir em conhecê-lO, para sermos discípulos dEle e nEle, produzirmos muitos frutos! 

Não podemos deixar que ministérios, títulos, posições, relacionamentos, comodidade e conforto (seja da espécie que for), nos distraia do chamado e privilégio mais preciso que temos: De sermos filhos de Deus e desfrutar de Sua intimidade! 

Jesus não morreu na cruz para nos lançar nas calçadas da fama, Ele foi levantado no madeiro para que todos fossem atraídos a Ele! Corra para Jesus! Ele é o Lugar para o qual fomos indicados e qualificados, pela sua própria morte, para ocupar!

Buscando permanecer nEle e frutificar, Juliana!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Deserto: A Prova da Fé, da Esperança e do Amor!



Resumindo a trajetória do povo Israel, sabemos que Deus endureceu o coração de Faraó, que por sua vez intensificou as cargas do Egito, para que depois de tudo isso, o povo caminhasse pelo deserto. Depois de tantas complicações, eles poderiam ser libertos por um caminho mais tranquilo, porém, as portas largas e espaços nunca foram as escolhas prediletas do Senhor, e por Sua soberania, levou o povo pelo caminho que seria mais proveitoso, aquele que provaria, humilharia e faria ser conhecido o coração das pessoas! 



Humanamente falando, o que estava ruim ficou muito pior, mas o deserto não era o destino, era apenas o meio pelo qual eles chegariam ao que lhes estava preparado! 

Quando chegamos aos lugares "ainda piores", podemos descansar sabendo que é apenas um lugar de passagem. Todo deserto, por pior que seja, é passageiro! Deus nos conduz ao deserto, mas é Ele que também nos remove de lá! 



Conhecemos a história, mas enfrentar um deserto, eu? Não, obrigada! Não escolhemos ir para o deserto, somos levados para lá! E sabendo que não estamos ilesos ao destino de todo filho de Deus, devemos nos recordar que o próprio Jesus, aprendeu obediência por aquilo que padeceu! Padecer foi uma das disciplinas que Jesus teve que cursar aqui na terra. 

Porque precisamos passar por desertos, padecer, ter aflições, qual o objetivo de um caminho tão árido se a vitória já nos foi dada na cruz, e juntamente com Jesus, nos foram dadas todas as coisas? 

Talvez uma única resposta seja válida: para que o poder de Deus se aperfeiçoe em nossa fraqueza! 

Existe algo que descobrimos nos desertos mais rígidos: o que existe realmente em nossos corações! (Dt 8:2) 

O deserto prova quem somos e nos faz diferenciar quem somos de quem imaginávamos ser. Durante nossa passagem pelo deserto, por mais cheios que sejamos de nós mesmos, resta pouco de nossas ambições e convicções. Então, tudo o que é humano, assim como o homem, semelhante a erva do campo e suas flores, logo se vai! 

Por mais que lutemos contra isso, os desertos abalam até mesmo a nossa fé, nossa esperança e amor. Vejamos: 

I Co 13:13 – Permanecem a fé, a esperança e o amor, mas o maior destes é o amor! 

Pensando no verso 13, percebemos que de tudo que existe, poucas coisas são permanentes, e dentre as que permanecem, temos a fé, a esperança e o amor. Podemos estabelecer três níveis de abalos que sofremos nos desertos: Nível da Fé, Nível da Esperança e o Nível do Amor. 

1- Nível da Fé: 


O primeiro nível de abalo que sofremos no deserto é acerca da nossa “fé”. Para compreendermos este nível é importante ressaltar o significado bíblico de fé. Dos textos que encontramos acerca da palavra fé, podemos diferenciá-la em: “fé de acreditar”( crer na fidelidade de Deus) e “fé de fidelidade”( nossa fidelidade ao Senhor). 

Podemos recorrer ao texto de Hb 11:1 - A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem. 

Se existe algo inexistente no deserto é a visibilidade dinâmica. Por todos os lados, de todos os ângulos, a visão é a mesma e quase sempre desesperadora, porque não enxergamos nada novo ou diferente, não visualizamos recursos, não temos expectativa de mudança, não encontramos saída ! 

O deserto prova a nossa fé, a nossa confiança em Deus, e também revela a fidelidade (ou a ausência dela) do nosso coração. O cansaço, e falta de visão, as impossibilidades e todo enfado, começam a abalar a fé, e a certeza que tínhamos daquilo que não víamos, mas acreditávamos que Deus poderia trazer à existência, vai se perdendo aos poucos. 

Exatamente neste estágio do deserto, em que não acreditamos mais que algo poderá ser feito para mudar nossa situação, passamos para o segundo nível, onde a nossa esperança é provada. 

2- Nível da Esperança: 


O segundo nível consegue nos debilitar porque crescemos ouvindo o dito popular: “a esperança é ultima que morre”. Precisamos compreender que a esperança, conforme o dicionário, fala de uma espera, uma expectativa. Podemos conjeturar que a esperança de I Co 13 fala de uma espera com expectativa. Temos a fé, que nos conserva crendo em algo que não vemos, e à fé, acrescentamos a esperança, uma espera com expectativa àquilo que não enxergamos. 

Quando estabelecemos tal conexão, devemos compreender que a esperança será comprometida quando a fé for abalada, porque uma está associada a outra. Sendo assim, não vislumbrar as coisas que esperamos, influenciará como esperamos por elas. Deixamos de esperar com expectativa, e em muitos casos, deixamos de esperar que algumas coisas aconteçam! Neste nível começamos usar de frases populares, como: Prefiro não esperar nada, para não me frustar se nada acontecer! Essa é uma declaração de alguém cuja esperança foi abalada profundamente! 

Quando a fé e a esperança estão comprometidas, passamos ao terceiro nível , o abalo do amor! 

3- Nível do Amor: 


Depois de andar de um lado para o outro, de não contemplar mais nada que sustente a nossas fé, ou que faça arder em nosso coração a esperança, somos provados no nível do amor. 

Este nível prova a nossa convicção em relação ao amor do Senhor. Se Ele nos amou ao ponto de entregar seu próprio filho, por que nos abandou neste deserto? Começamos a questionar o amor de Deus, mesmo que não venhamos a verbalizar, nosso coração se ressente, e concluímos que Deus não nos ama ou se importa conosco como deveria. 

Aqui nosso amor pelo Senhor também é provado! Em Dt 8, percebemos que o objetivo do deserto é que conheçamos o que há em nosso coração. Neste nível, descobrimos se amamos ao Senhor e provamos este amor guardando seus mandamentos, mesmo que Ele pareça indiferente ao caos que vivenciamos! 

O Nível do Amor determina nossa vitória ou derrota no deserto. Quando não nos sentimos amados por Deus, e o amor é abalado, mas amamos ao Senhor verdadeiramente, não deixaremos que as emoções, que as aparências abalem em nosso coração a única coisa que jamais passará: A Palavra de Deus! 

Conclusão: 

Quando nada mais nos resta, temos uma palavra que permanece para sempre, palavra pela qual podemos resistir, enfrentar e vencer qualquer deserto: a palavra que procede da boca do Senhor! (Mt 4:4) Aprendemos essa verdade com Jesus, justamente quando Ele estava num deserto. Em Isaías 40:8, podemos ver que apenas a palavra do Senhor permanece eternamente: Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente. 

O que determinará nossa vitória no deserto é aquilo que temos em nosso coração! Se a palavra de Deus estiver em nosso coração, não existe deserto que nos separe do amor do Senhor ou nos faça pecar contra o Ele! 


O salmo 119:11 diz: Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra Ti! 

Muitas coisas irão se deteriorar em meio ao deserto, mas, se a palavra estiver guardada, escondida em nosso coração, ela nos fará sobreviver e sair vitoriosos nos desertos da vida!

Permanecendo nEle e em Sua Palavra, Juliana!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

PRIORIDADES E PROPRIEDADES


Todo aquele que deixar casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filho, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna! Mt 19:29 

Este texto está fechando um capitulo que trata a dificuldade que existe no coração do homem em deixar aquilo que é precisoso para ele. Dos versos 16 ao 22, temos o drama de um jovem que deseja seguir a Jesus, mas, conforme a palavra de Deus relata, possuía muitas “propriedades”. 


O problema deste jovem estava no apego ao ter, ao possuir. Por possuir, ter muitas propriedades ele não conseguir tornar-se, ser um discípulo de Jesus. 

Quando não conseguimos enxergar a gravidade que existe quando nossas “propriedades” nos impedem de seguir, ser um verdadeiro discípulo de Jesus, corremos o risco de não cumprir os propósitos de Deus em nossas vidas. 

Aquele jovem deixou que suas propriedades impedissem sua entrada nos reino dos céus, enquanto nós, deixamos de cumprir a vontade do Senhor por possuirmos ainda tantas propriedades em nossos corações. 

Mas será que Jesus estava condenando o ter, o possuir? Podemos imaginar que o problema não está em possuir riquezas, ou, qualquer espécie de “propriedade”, afinal, o antigo testamento revela homens que andavam com Deus e possuíam muitas propriedades. O pRoblema real não está nas propriedades, mas sim, quando elas exercem prioridade no coração! 

Sabemos que onde está nosso tesouro, está também nosso coração (Mt 6:21)! Os tesouros do nosso coração revelam as nossas prioridades! 

Um outro texto bastante interessante, está em Romanos 9: 2 e 3. Vejamos: 

Que tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração.Porque eu mesmo poderia desejar ser anátema de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne.


O portador da tristeza e contínua dor aqui trata-se de Paulo! Sim, o apóstolo Paulo! Podemos perceber que havia algo muito valioso ao coração do apóstolo: os irmãos! Ele amava as pessoas, eram tesouros para ele! 

A diferença entre Paulo e o Jovem Rico, está além da natureza de suas propriedades. O jovem possuía riquezas, Paulo, pessoas as quais ele amava demais! Porém, a maior diferença se fez na decisão sobre o que seria prioridade na em suas vidas. 

O jovem, por maior que seu desejo de seguir ao Senhor, se tornar um verdadeiro discípulo de Jesus fosse real, não era prioridade. Paulo, por mais amor que tivesse por seus irmãos na carne, escolhera cumprir o propósito, conhecer e prosseguir em conhecer ao Senhor como algo primordial em sua caminhada! 

Enquanto filhos de Deus, cometeremos muitos erros, mas, existe algo que pode nos impedir de sermos discípulos verdadeiros de Jesus: Não amá-LO de todo nosso coração, alma, entendimento e forças! 

Enquanto corrermos, nos esmerarmos em adquirir, preservar, multiplicar nossas propriedades, sejam elas quais forem, nunca conseguiremos dar ao Senhor prioridade que é devida à Ele em nosso coração! Mas quando Deus for prioridade para nós, a consequência não poderá ser outra senão bençãos (autorização para prosperar em diversas áreas de nossas vidas)! 

Como está escrito em Deuteronômio 30:20 - Amando ao SENHOR teu Deus, dando ouvidos à sua voz, e achegando-te a ele; pois ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; para que fiques na terra que o SENHOR jurou a teus pais...


Amando ao Senhor, dando ouvidos à sua voz e achegando-se a Ele, reconhecendo que o Senhor é a nossa vida, nosso tesouro de maior valor, conseguiremos, assim como Paulo, ter por perdas todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo!



Que Deus seja a prioridade das nossas vidas, e nada, nenhuma criatura ou criação, nem mesmo nós, possamos nos separar de seu amor, que está em Cristo Jesus!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

CHAMADO, BENÇÃO E MULTIPLICAÇÃO!





Isaías 51: 2 – Olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara, que vos deu à luz; porque, sendo ele um só, o chamei, e o abençoei e o multipliquei.

É imensurável a quantidade de lições contidas na vida de Abraão. Justamente por esta realidade é que Deus nos direciona a atentar, olhar para Ele.
Neste próprio verso temos algo que nos conduz ao título da palavra: Chamado, benção e multiplicação.

Não ousaria estabelecer uma regra, mas não podemos ignorar uma ordem de fatores expressa no texto: O chamado, em seguida a benção, e depois a multiplicação.

Entedemos o chamado como o destino, o propósito de Deus para Abraão. Percebemos que Deus primeiro o chamou para um propósito, e após a reação, a resposta de Abraão ao chamado, Deus ordenou a Sua benção. Uma das definições que temos acerca de benção, é que trata-se de uma autorização para prosperar. No contexto, entendemos que após ouvir e responder ao chamado de Deus, ele foi autorizado pelo próprio Senhor a prosperar na caminhada, no propósito, e a benção proporcionou a multiplicação, o crescimento, em todas as áreas da vida deste amigo de Deus!

Podemos não conhecer muitos detalhes do propósito de Deus quando Ele nos chama, mas podemos contar com Sua benção se Ele nos chamou. Podemos descansar sabendo que Ele mesmo chama, abençoa e multiplica, ainda que sejamos apenas um.

Estar convicto e responder ao chamado, ter a benção e experimentar a multiplicação não nos isenta das dificuldades da vida. O propóito de Deus não se cumpre sem resistências, sempre haverá oposição aos planos do Senhor. Até mesmo Jesus, desde o seu nascimento, enfrentou oposição, e muito mais nós, discípulos seus, iremos enfrentar.

Como a palavra nos direciona a olhar para Abraão, verificaremos algumas dificuldades que ele enfrenteou em seu percurso. Entre chamado, benção e multiplicação, Abraão experimentou resistência, impossibilidades e diversas dificuldades. Vejamos algumas delas:

·         Medo:

Gênesis 15: 1 - Depois dessas coisas o Senhor falou a Abrão numa visão: "Não tenha medo, Abrão! Eu sou o seu escudo; grande será a sua recompensa! "

Abraão estava com medo. Deus não diria “não tenha medo” se este sentimento não estivesse no coração dele. Sabemos que o medo paralisa as pessoas, e iria impedir Abraão de chegar ao lugar que o Senhor havia prometido a ele, deixaria de cumprir o propósito.

Abraão poderia estar experimentando dois medos:

O primeiro era acerca de sua segurança física. O verso começa dizendo: “depois dessas coisas”. Que coisas eram essas? Guarras! Durante a guerra de diversos reis, descrita no capítulo 14, Ló é levado cativo e seus bens são tomados por eles. Abraão, ao saber da situação de Ló, partiu para resgatá-lo e recuperar seus bens. Apesar de sair ileso e vitorioso, a batalha provavelmente assustou e alertou Abraão acerca das situações a que eles estavam expostos longe de Ur.

O segundo, fruto do primeiro, seria sobre o questionamento de não lucrar coisa alguma em sua jornada. 


Percebemos que Deus diz que era seu escudo, e depois, sua recompensa, seu galardão. Podemos supor que Abraão começava a questionar se toda trajetoria valia os riscos que ele e sua família estavam correndo. Pelo que lemos, até alí, Abraão não estava reconhecendo nenhuma evidência de que estava sendo compensado 
( recebendo pagamento devido) por sua resposta ao chamado do Senhor. O amigo de Deus enfrentava o medo de não ter valido a pena deixar sua terra, seus parentes, rumo ao desconhecido.

·         Frustração:

Gênesis 15:2,3 - Mas Abrão perguntou: "Ó Soberano Senhor, que me darás, se continuo sem filhos e o herdeiro do que possuo é Eliézer de Damasco? "E acrescentou: "Tu não me deste filho algum! Um servo da minha casa será o meu herdeiro!

A frustração de Abraão fica claramente exposta! Abraão não queria apenas se ver livre do medo, ou ouvir sobre sua recompensa, ele desejava o cumprimento da promessa, queria a multiplicação! Para Abraão o mais importante era o filho, era a promessa. Abraão expressa sua frustração, e a solução, caso Deus não lhe desse o filho: faria de seu mordomo seu herdeiro, resolveria da maneira dele.

Abraão estava prestes a praticar uma das especialidades do homem: agir em sua própria força ou entendimento! 


Como todo ser humano, ele estava pronto a resolver, prover ou eleger seu próprio herdeiro. Ele estava decidido a banir a frustração de seu coração por meio de Eliézer, pensando talvez que essa também fosse a alternativa do Senhor.

Porém, no verso 4, mais uma vez, Deus alinha o coração de Abraão especificando que seu herdeiro sairia de suas entranhas! No verso 5, ainda mostra algo pelo qual poderia ser comparada a multiplicação que Deus daria a sua descendência.

Sempre quando perdemos o foco, Deus nos chama para onde possamos ter visão do propósito reajustada, e antes mesmo de nos dar visão do que será, deixa claro aquilo que não será, desfazendo as visões mentirosas ou enganosas que as circunstâncias tentam nos vender!

·         Convicções Abaladas:

Gênesis 15:7 - Disse-lhe ainda: "Eu sou o Senhor, que o tirei de Ur dos caldeus para dar-lhe esta terra como herança".

Mais uma vez Deus atingi o ponto de crise do coração de Abraão: Convicções Abaladas! O Senhor deixa claro que Ele mesmo havia tirado Abraão de Ur, e que também lhe daria a terra que fora prometida a ele. Ainda que as palavras não saiam de nossos lábios, Deus é conhecedor de cada uma delas. Assim, colocou um ponto final  no que cercava o coração de Abraão:  Ter saído e não sido tirado de Ur! Deus fortalece a convicção do chamado no coração de Abraão, e porque Deus o havia tirado, o chamado de Ur, ele poderia estar seguro de sua benção e multiplicação, esperar por sua herança!


Conclusão:

É bastante comum experimentarmos desafios na caminhada com Deus! Uma das certezas que temos, é que obedecê-LO implicará resistências, dificuldades e adversidades imensas. Sabemos que quando respondemos ao chamado de Deus, temos a benção e a multiplicação, mas ainda assim, enfrentaremos os medos, as frustrações, e teremos muitas convicções abaladas.

Quando o medo tenta nos paralisar, devemos lançar mão do amor de Deus, que remove, lança para longe de nós todo medo! Em meio as frustrações, podemos nos deleitar no Senhor, sabendo que Ele mesmo satisfaz os desejos de nossos coraçãos conforme Seus pensamentos, mais altos que os nossos! E diante das nossas convicções, muitas vezes esmorecidas, podemos nos firmar sobre a palavra de Deus, sobre o próprio Senhor, pois quando não existir luz alguma, não soubermos onde estamos ou para onde vamos, devemos nos firmar sobre Ele. Nossas convicções podem ser abaladas, mas a fidelidade do Senhor jamais se abalará!

Somos chamados para um novo tempo, e o novo, o desconhecido, sempre é assustador, desconfortável. Devemos confiar e entregar nosso caminho ao Senhor, para que conforme Sua palavra, faça todas as coisas, nos conduza ao novo tempo que tem reservado para nós! Podemos não conhecer o novo, mas conhecemos Aquele que nos chama!

Podemos nos alegrar pela lembrança de que quando Deus chama, ele mesmo abençoa e multiplica!

sábado, 3 de setembro de 2011

MAIS DE DEUS


Mais de Deus

Quando nos deparamos com a idéia de buscar, conhecer, receber mais de Deus, podemos refletir sobre certa impossibilidade: Separar Deus (quem Ele é, seu caráter) da presença dEle (sua glória).

Não podemos separar a presença de Deus da manifestação do seu caráter.

Estar em meio à glória de Deus, em sua presença, nos permite conhecer seu caráter, quem Ele é, e ser transformados à sua imagem.

Nessa perspectiva, buscar mais de Deus nos remete a dois níveis ou estágios em Deus:

1ºBuscar por mais da presença, da glória de Deus;
(nível onde nos deleitamos, nos satisfazemos no Senhor - Salmo 37:4)

2ºBusca pelo conhecimento do caráter de Deus;
(nível em que buscamos e conhecemos mais do caráter de Deus, deixando que seu caráter seja manifesto em nossas vidas-Gálatas 2:20)

O primeiro estágio se define em um tempo de deleite, satisfação em Deus. Um período em que buscamos a presença do Senhor porque nos sentimos bem, confortáveis nela. É um nível em que as nossas emoções e vontades não são latentes.

Deus tem prazer em nossa comunhão com Ele, em nos deleitarmos nEle, mas não podemos buscá-LO apenas para satisfação dos desejos do nosso coração, precisamos deixar que em sua presença Ele nos revele quem é, e que seu caráter seja manifesto em nossas vidas.

No primeiro estágio buscamos a presença do Senhor, no segundo, conhecemos e deixamos que seu caráter seja conhecido através de nós.

Quando minha idéia de “mais de Deus” é direcionada em ter mais de seu caráter, a prática de Gálatas 2:20 se torna real: Não vivo eu, mas Cristo vive em mim!

Da satisfação á crucificação! Do nível ainda emocional para o sacrificial.

2 Co 5:18 nos fala que por Cristo fomos reconciliados como Pai. Jesus nos abriu o caminho, nos deu acesso à presença de Deus.

Em João 10:30 Jesus declara que Ele e o Pai são um. Isto nos permite compreender que este mesmo caminho pelo qual podemos estar em Deus possibilita que Jesus viva hoje na Terra. Deixar Deus manifestar seu caráter em nós é deixar Cristo viver através de nós, dando continuidade às obras ainda maiores que Ele disse que faríamos.

Mas quem é o Senhor, qual é o caráter de Deus?

Deus mesmo se denominou uma vez como “EU SOU”.
Não teria maneira melhor para descrever sua grandeza. Porém, entendemos que o caráter de Deus se revela através de seus atributos.

Sabemos que não há apenas um atributo que possa definir o caráter de Deus em todo o seu significado e amplitude.

Os atributos de Deus podem ser comunicáveis, ou seja, transmitidos a suas criaturas, e incomunicáveis, somente Deus os possui.

Manifestar o caráter de Deus é deixar que ele transmita alguns de seus atributos para nós.

Não podemos ser onipresentes ou onipotentes, mas atributos como o amor, a longaminidade, a fidelidade, a santidade, a paz, a bondade, a misericórdia, a paciência e outros, são atributos comunicáveis, ou seja, podemos deixar que sejam manifestos em nós.

Muitas vezes temos um desejo, um anseio ardente por estar na presença de Deus, apenas por reconhecer que não há lugar melhor para estar. Porém, o Senhor aguarda o dia em que nosso anseio por estar com Ele nos fará estar dispostos a morrer para nós mesmos para que Ele possa viver através de nós, Deus anseio pelo dia em que O buscaremos prontos a prosseguir em conhecê-LO.

Em Oséias 6:3, a palavra nos orienta a conhecer e prosseguir em conhecer ao Senhor. Isso deixa claro que não podemos conhecer o caráter de Deus em apenas um momento em sua presença, entendemos que cada momento nEle estaremos prosseguindo, dando continuidade em nossa busca por mais de seu caráter.

E qual a importância de conhecer e ter mais do caráter de Deus em nossos dias?

A primeira e mais importante razão é por não podermos amar ao Senhor sem conhecê-LO.

Conhecer a Deus é que nos capacita a amá-LO. Quando conhecemos seu caráter deixamos de amar ao Senhor por aquilo que Ele faz, e amamos por quem Ele é.

Conhecer o caráter de Deus nos habilita a amá-Lo de todo nosso coração, de toda nossa alma e de todo nosso entendimento.

Outro motivo pelo qual precisamos mais de Deus, do conhecimento e manifestação de seu caráter em nós, é para que possamos cumprir o propósito pelo qual Ele nos fez geração eleita: Manifestar ao mundo quem é o Senhor, ou seja, revelar seu caráter para todos os povos!

Quando buscamos mais do caráter de Deus, quando Cristo vive em nós, Ele mesmo transforma e estabelece sua vontade sobre a família (relacionamentos), sobre a igreja (ministérios) e sobre o mundo (sociedade).

A bíblia diz que a criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. Ser filho é ser semelhante! Quando buscamos mais do caráter de Deus nos posicionamos como filhos, marchamos triunfantemente para desfazer as obras malignas, vivemos como a igreja contra qual o inferno não poderá prevalecer.

Famílias, igrejas e o mundo necessitam da manifestação da glória, do caráter de Deus. Os relacionamentos, a sociedade, os ministérios precisam mais de Deus.

Quando buscamos mais de Deus e temos mais de seu caráter em nós, somos pacificadores, justos, bondosos, misericordiosos, mansos, benignos, verdadeiros, santos, amáveis e tudo que podemos ser através da manifestação do caráter de Deus em nós.

As famílias precisam de mais de Deus. Somente através do caráter de Deus é que teremos transformação e restauração nos relacionamentos. Apenas quando houver mais do caráter de Deus nas igrejas é que nos ministérios a competição dará lugar ao crescimento que procede do Senhor. E quando as famílias e as igrejas manifestarem ao mundo quem é o Senhor, teremos uma sociedade transformada pelo poder de Deus, pois o mundo conhecerá quem é o Senhor, e serão, pelo conhecimento de Deus, também filhos dEle.

FAMÍLIA + DEUS (quem Deus é, seu caráter).
                                                                
IGREJA + DEUS (quem Deus é, seu caráter).
                                         =Transformação da Sociedade(MUNDO)

Somos dependentes de Deus, precisamos de sua presença. Mas o que faz a diferença é deixarmos que a presença de Deus, o caráter dEle, seja conhecido onde estivermos.

Quando deixamos que a misericórdia de Deus seja comunicada a nós, é natural não levarmos em conta as ofensas nos relacionamentos, é notório não deixarmos que nosso coração venha se turbar, porque a paz de Deus passa a governar nossas emoções. Quando passamos a manifestar a bondade, o amor, a fidelidade em nossas famílias, nossos lares tornam-se um pedaço do céu porque Deus, através da presença de seu caráter em nós, habita ali.

Quando as igrejas correrem a carreira manifestando o caráter do Senhor, a verdade e a justiça serão estabelecidas, pois a justiça e verdade são a base do seu trono. Assim sendo, não há como a igreja não resplandecer como sal da terra e luz do mundo.


O mundo que o sal e a luz conseguem impactar transforma-se em uma sociedade que teme ao Senhor, pois verdadeiramente conhece quem Ele é, tendo seu destino alterado pelo conhecimento da Glória, do caráter De Deus.

Buscando mais de Deus, Juliana!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O TÚMULO CONTINUA VAZIO


O TÚMULO CONTINUA VAZIO

Umas das características mais impressionantes em Jesus é que Ele atraia multidões não por ter um discurso composto por concessões ou garantias de uma vida isenta de aflições. Não! Jesus não fazia concessões, chamava de hipócrita aos hipócritas, de pecado o que era pecado e não foi sucinto quanto ao termos aflições no mundo. 

Os discursos de Jesus sempre reduziam o número de seus seguidores, pois nunca deixou latente que seguí-LO implicaria em tomar uma cruz e ir após Ele. Resumindo, sua mensagem era clara e objetiva, aquele que resolvesse seguir o carpinteiro deveria estar certo dos custos, do preço a ser pago: Tomar uma uma cruz e seguir alguém que além de carregar a sua, seria crucificado nela.

Muitas pessoas são atraídas por um evangelho que não é compátivel com a verdade que nos faz verdadeiramente livres. Igrejas numerosas muitas vezes agregam multidões que desconhecem o real compromisso, sacrificio e renuncia de ser, com autenticidade, discípulas de Jesus.

Os resultados são pessoas instáveis, que, quando a vida segue como um mar de rosas, permanecem com mãos levantadas e sorrisos nos lábios enquanto declaram “Quão grande és Tu”. Porém, quando experimentam aquilo que realmente faz parte de um evangelho autêntico, decidem buscar  outra igreja, voltar para velha e segura “religião”, ou ainda, buscar alguma outra filosofia de vida.

Nunca existiu tantas opções como hoje. Se não podemos nos adaptar em uma igreja, cujos costumes não nos agradam, na próxima esquina podemos encontrar outra que seja parecida conosco, porém, as pessoas são um pouco estranhas, gritam, pulam, mas, ainda temos uma outra quadras à frente, podemos nos enquadrar alí.

Interessante é que não agimos assim apenas em relação a igreja da qual fazemos parte, é assim que agimos em nossos relacionamentos, empregos, escolas,famílias e outras situações. Quando aquilo que vivemos não mais é agrádavel, partimos em busca do que possa satisfazer nossas necessidades.

Vivemos um evangelho centrado no “EU”, nas “minhas vontades”, quando Jesus nos chamou para viver, nos mover e existir nEle. Quando seu convite foi que pudéssemos morrer afim de que Ele pudesse viver atrvés de nós.

Mas, o título sugerido não nos permite uma abordagem mais ampla sobre as desventuras de um “mundo góspel”.

Na realidade, diante da atrocidade presente em nossos dias , precisamos trazer à memória o que pode nos dar esperança.

Somos  levados para o matadouro todos os dias, esta é a realidade dos discípulos, daqueles que entregam suas vidas ao Senhor. A nossa cruel rotina é composta por lutas, por diagnósticos negativos, por desempregos, por desilusões, por traições, combates por fora e temores por dentro. Somos cercados por aflições e ter bom ânimo é uma questão de sobrevivência em muitas estações de nossas vidas.

Enfrentamos momentos difíceis na família. Um esposo enlaçado pelo adultério, um filho envolvido com drogas, a mulher supreendida por um câncer, casais se divorciando, filhos se protituindo, se perdendo em um mundo tenebroso. Um pouco dramático? Talvez, mas um quadro real em muitas famílias.

Saímos para trabalhar como se fôssemos para um campo de batalha. Empresas assombradas pela falência, patrões impiedosos, funcionários negligentes.

Lidamos com relacionamentos superficiais, com pessoas que mentem, enganam, manipulam e são maledicentes. Nos decepcionamos com aqueles que são intímos, nos desiludimos com os cônjuges, somos abandonados pelos pais,líderes, traídos por amigos e não compreendidos por muitos outros.

A verdade é que por mais assutador que possa ser uma vida com Cristo, e por mais que estajamos suscetíveis a todas essas circunstâncias, podemos ter  bom ânimo, pois vale à pena.

Pode nos ocorrer uma pergunta refletindo sobre o que abordamos aqui: Como ter bom ânimo diante da visão de como as coisas relamente são?

Trazendo à memória que o túmulo ainda está vazio.

As desilusões, traiçoes, doenças, divóricos, desempregos, adversidades não alteram a morte e a ressurreição de Jesus. Nossas lutas, dores, tristezas e decepções não alteram o fato: o túmulo ainda está vazio! Nada altera a vitória que Jesus conquistou na cruz.

Isso é o que confunde o nosso único e real inimigo, o diabo. Por mais que possamos parecer derrotados, somos muito mais que vencedores e nada pode alterar esta verdade, pois o túmulo continua vazio!


Podemos ser pressionados, mas não desanimados. Ficar perplexos, mas não desesperados. Somos perseguidos, mas não abandonados, pois Ele prometeu e jamais nos abandona. Nos deixamos ser abatidos, mas destruídos, jamais.

O túmulo continua vazio! Não importa quais realidades nos carcam, podemos nos lembrar do que Maria Madalena relatou em João 20:2: “Tiraram o Senhor do sepulcro”. Jesus está vivo, e o que nos importa é:  Trazendo sempre em nosso corpo o morrer de Jesus, para que a vida de Jesus também seja revelada em nosso corpo (2 Co 4:10).

Podemos terminar convictos que o túmulo está vazio e que temos uma resposta diante de cada atrocidade de nossos dias: O túmulo continua vazio!

Quem nos separará do amor de Cristo? Será a tribulação, ou a angustia, ou a perseguição, ou a fome, ou nudez, ou pergio, ou espada? Não! Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro.
Mas em todas essas coisas somos mais do que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estamos convencidos de que nem a morte nem a vida, nem anjos nem demônios, nem quaisquer poderes, nem altura ou profundidade, nem qualquer outra criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor! ( Romanos 8:35-39)

 No amor de Cristo, Juliana!